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domingo, 19 de maio de 2013

Chimamanda Adichie: o perigo da história única



Chimamanda Adichie é uma escritora nigeriana que diz ser uma "contadora de histórias".

Numa das palestras  TED,  amplamente divulgadas na internet, dissertou sobre o "perigo da história única".

Um excelente vídeo para o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento, que se comemora no próximo dia 21 de maio. VER AQUI O VÍDEO

Um dos seu livros, Ibisco roxo já está editado em português por uma editora brasileira "Companhia das Letras", onde se pode ler um extrato em pdf.

(Agradecemos a Cláudia Vaz, professora de antropologia do ISCSP, que nos falou do "perigo da história única", na sua comunicação nas Conferências dos Capuchos, de dia 18.)

 
 
 
 
 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ora lê isto!! Parabéns Ondjaki!!


 Mais um prémio! PARABÉNS ONDJAKI!!

Temos na biblioteca o livro premiado "A bicicleta que tinha bigodes"!
 
 
E também temos outros livros de Ondjaki:

 



 
 
 
 
 
 
Quantas madrugadas tem a noite - já sugerido no nosso blogue
Boas leituras! Bom fim de semana!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ora lê isto!

Vamos ler  autores do mundo lusófono
Ungulani Ba Ka Khosa 
(Ludovina Pereira)
Ungulani Ba Ka Khosa, nome tsonga de Francisco Esaú Cossa, é natural de Moçambique e, segundo alguns estudiosos, um profeta e um provocador. Distinguido com o Grande Prémio da Ficção Narrativa e com o Prémio Nacional de Ficção, o livro que hoje sugerimos, Ualalapi, foi considerado um dos melhores livros da literatura africana do século XX.  
O romance parte de um acontecimento histórico, o Império de Gaza e o seu último imperador, Ngungunhane. Uma história sobre o exercício do poder.

“(...) Ganhámos batalhas. Abrimos caminhos. Semeámos milho em terras sáfaras. Trouxemos chuva para estas terras adustas e educámos gente brutalizada pelos costumes mais primários. E hoje essa gente está entre vocês, Nguni!
Este império sem medida ergueu-o o meu avô, depois de batalhas incontáveis em que sempre triunfo. Nele espalhou a ordem e os costumes novos que trouxemos. E ao morrer indicou o seu filho Muzila, meu pai, como sucessor. (...)”

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ora lê isto...

Vamos ler  autores do mundo lusófono
(por Ludovina Pereira)
 
O tema da viagem comporta sempre um olhar para dentro de nós, uma reflexão sobre a identidade e a vida. Nesta obra, as deslocações no espaço relacionam-se também com  a construção da memória  e a ligação  entre História e Literatura. Em Mazanga reexamina-se a herança do poder colonial.

“Terá Diogo Cão passado pela Mazanga (Ilha de Luanda e Mussulo)? E pela barra do Kwanza, cujas correntes estão na origem da formação daquela língua de terra? Um dominicano mestiço, proveniente da Confraria do Rosário, em Lisboa, acompanha o navegador na sua segunda viagem, em 1486, e acredita ir ao encontro da família remota perdida no Kongo. Mas o acaso leva-o mais a sul, ao reino do Ngola Kiluanji kya Samba, que se prepara para recuperar o domínio das ilhas ocidentais conhecidas por Mazanga onde, na exploração do zimbo, rivalizam três grupos migratórios vindos do Kongo: o do Mwani Korimba, da linhagem Nlaza, o do Kanzi a Pakala, do Soyo, cujo chefe é o Mwani Mussulo, e finalmente aquele cujo percurso se revela o mais dramático de todos, o dos Nsanda”.
 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ora lê isto!

Vamos ler  autores do mundo lusófono
(por Ludovina Pereira)

Como se o mundo não tivesse leste e Os Papéis do Inglês são duas das suas obras existentes na nossa biblioteca.

Em Os Papéis do Inglês, publicado em 2000, o autor quis mostrar a inutilidade da classificação de géneros literários, utilizando várias linguagens: poesia, relato, ensaio e ficção.

Uma história de violência, paixão e ganância, no interior de um país em crise.

A narração daquela estória que prometi contar-te, a do suicídio de um Inglês no interior mais fundo de Angola e nesta África concreta de que tu, e todo o mundo, tão pouco realizam no exacto fim deste século XX fora de um imaginário nutrido e viciado por testemunhos e especulações que afinal se ocupam mais do passado europeu que do africano…”

Carvalho, Ruy Duarte de, Os Papéis do Inglês, 2000, edições Cotovia, p.14




 

domingo, 17 de março de 2013

Ora lê isto!

 

Rhoda, Neville, Susan, Jinny, Bernard e Louis conhecem-se e convivem desde a infância, no entanto em AS ONDAS “lemo-los” através de solilóquios que dão conta do movimento da consciência.  No extrato que segue, o olhar de alguns deles sobre o mesmo acontecimento: ir à escola pela primeira vez.                                                       
                                                                                    Ludovina Pereira
 
‘This is my first night at school,’ said Susan, ‘away from my father, away from my home. My eyes swell; my eyes  prick with tears. I hate the smell of pine and linoleum. I hate the wind-bitten shrubs and the sanitary tiles. I hate the cheerful jokes and the glazed look of everyone.’
‘The purple light’, said Rhoda, ‘in Miss Lambert’s ring passes to and fro across the black stain on the white page of the Prayer Book. It is a vinous, it is an amorous light. Now that our boxes are unpacked in the dormitories, we sit herded together under maps of the entire world.(…) But here I am nobody. I have no face.’
‘That dark woman,’ said Jinny, ‘with high cheek-bones, has a shiny dress, like a shell, veined, for wearing in the evening. That is nice for summer, but for winter I should like a thin dress shot with red threads that would gleam in the firelight. Then when the lamps were lit, I should put on my red dress and it would be thin as a veil, and would wind about my body, and billow out as I came into the room, piroueting.’

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ora lê isto



Na Semana da Leitura, sendo o leitmotiv o mar, convido-vos a (re )ler O Mar de Madrid, de João de Melo. Um livro sobre os encontros e desencontros entre Portugal e Espanha. Onde fica o mar? Cabe-lhe a si encontrá-lo.
                                                                            Ludovina Pereira

 "A primeira vez em que viajou até ao país vizinho, Francisco Bravo Mamede, o senhor poeta, viu que as cidades de Espanha ficavam no fim de todos os caminhos. Para se ir de uma para a outra, e não havendo passagem para a cidade seguinte, andava-se por ali ao deus-dará, às voltas e mais voltas para não se enredar a gente no fio de orientação que levava para fora do emaranhado urbano, como quem procura e finalmente encontra a porta de saída de uma casa desconhecida. Ia-se então adiante, sem rumo nem certeza alguma sobre a hora de chegada ao destino que se havia traçado (se haciendo el camino al andar, como no verso do querido mestre Antonio Machado) - e logo toda ela se recortava ao longe, muito nítida de luz, como um baixo-relevo que emergisse do fundo da paisagem.”

domingo, 3 de junho de 2012

ORA LÊ ISTO


Quantas madrugadas tem a noite
Ondjaki
Enquanto crava umas cervejas ao seu silencioso interlocutor, o narrador vai puxando o fio da memória e conta-nos uma história do quotidiano de Luanda.
Ecos de uma infância longe, um atropelamento e os atropelos da morte de Adolfo Dias num relato hilariante e um registo quase cinematográfico. Um texto vivo e apaixonante com uma brilhante construção de personagens.
                                                                                                  João Marques

sábado, 12 de maio de 2012

Ora lê isto!


Cus de Judas
António Lobo Antunes
Um homem e uma mulher- dois náufragos na noite “como um eremita que encontra outro eremita à esquina de uma praga de gafanhotos”, uma canção de engate amarga e desencantada povoada de corpos mutilados.
Dois estranhos num bar; uma sucessão de copos num rio de álcool e uma enchente de memórias de guerra. Os dois náufragos-estranhos derivam juntos, sem se aproximar. Nem os lençóis do amor frio os chegam a aproximar.  
                                                                                                                                                       João Marques

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ora lê isto!

O Último Voo do Flamingo
(Mia Couto)

O definhar de uma terra que adormece. Até onde pode ir a loucura gananciosa de um grupo de homens, quando se acham donos de um país e de um povo?

Mia Couto transporta-nos para o interior de Moçambique para assistir ao desenrolar de uma história misteriosa de soldados das Nações Unidas que explodem. Um livro hilariante mas sério.

Uma dica: se for dormir ao relento, não deixe os ossos a descansar fora do corpo.

João Marques



domingo, 12 de fevereiro de 2012

ORA LÊ ISTO

O Alquimista
(Paulo Coelho)
Paulo Coelho é um bom contador de Histórias; em O Alquimista conta-nos a de um rapaz que quis ser pastor e sonhou que encontrava um tesouro.
Uma história que vai da Andaluzia ao Egito, formando um círculo que se traça no espaço e no tempo. Um livro que nos fala de desespero e esperança, da felicidade e da busca de cada um por si próprio. Um daqueles livros que se devora porque nos deixa várias vezes a pensar: como é que ele se vai safar desta? Lúdico e contemplativo.
João Marques

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ORA LÊ ISTO...

O Menino no Espelho
(Fernando Sabino) 
As histórias de um menino que comprou uma guerra com um major. A infância revisitada por alguém que desafiou o tempo e não perdeu o olhar de criança; as coisas como elas são,  para “nós homens de oito, nove anos”.  
O autor diz que quando era menino lhe perguntavam o que queria ser quando crescesse; se lho perguntassem agora ele diria que queria ser menino. Este livro deveria ser leitura obrigatória para todos os que acham que nasceram adultos, porque aprisionaram a criança que foram, e esperam que os putos se comportem como adultos em miniatura. 
                                                                                                                                              João Marques

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ORA LÊ ISTO...

A Varanda do Frangipani
(Mia Couto)
    Um asilo de velhos isolado do mundo, ou o umbigo de um tempo. Mia Couto no seu melhor. Mágico e poético. Uma morte por explicar; a morte de um homem?, a morte de um passado?, fantasmas vivos. Um polícia  é enviado para investigar o caso e acaba por tropeçar nas suas próprias raízes, no passado e nas tradições que rejeita.
    Um dos mais densos textos do autor e, no entanto, de leitura voraz. Uma história cheia de portas para outras histórias e janelas que se abrem sobre diversas reflexões.
                                                                                                                                                 João Marques

Ora lê isto- nova rúbrica deste blogue

(Biblioteca, de Vieira da Silva)

"Ora lê isto" é uma nova rúbrica deste  blogue que nos irá aconselhar algumas leituras. Quem estiver interessado em participar pode enviar a sua sugestão. Começamos com uma, excelente, do João Marques (Monitor das Turmas PIEF). Ora espreitem lá o próximo post...