domingo, 19 de maio de 2013

II Conferências dos Capuchos 2013 - 7 - dia 18 de maio

 Dia 18 de maio
Expressões do Ser – Libânia Nazareth

                             Patrícia Domingues -  VER AQUI A ATUAÇÃO 

ARTE, COMUNICAÇÃO E SOCIEDADE 
Constança Vasconcelos, responsável pelo mestrado de Educação Artística da Universidade Lusófona.
Rafael Somoza , Universidade Castilha La Mancha, Faculdade Cidad Real, Espanha.
Cláudia Vaz - Professora de antropologia, ISCSP – Photovoice e intervenção comunitária – apresentação de um caso.

Entrega de Prémios pelo Clube Rotário da Costa de Caparica aos alunos participantes da exposição “A minha rua” .

Entrega de certificados aos alunos que colaboraram no evento.
Orquestra Geração, na Capela do Convento. - VER AQUI A ATUAÇÃO

 





II Conferências dos Capuchos -6- Oficina de escrita e ilustração



Dia 18 de maio, de manhã

Oficina de escrita criativa e ilustração, com Dulce Gonçalves e Danuta Wojciechowska
 

Chimamanda Adichie: o perigo da história única



Chimamanda Adichie é uma escritora nigeriana que diz ser uma "contadora de histórias".

Numa das palestras  TED,  amplamente divulgadas na internet, dissertou sobre o "perigo da história única".

Um excelente vídeo para o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento, que se comemora no próximo dia 21 de maio. VER AQUI O VÍDEO

Um dos seu livros, Ibisco roxo já está editado em português por uma editora brasileira "Companhia das Letras", onde se pode ler um extrato em pdf.

(Agradecemos a Cláudia Vaz, professora de antropologia do ISCSP, que nos falou do "perigo da história única", na sua comunicação nas Conferências dos Capuchos, de dia 18.)

 
 
 
 
 

II Conferências dos Capuchos 5- Pauliteiros de Miranda "Os Zoelas"

 
 
      O Dr. Amadeu Ferreira, Presidente da Associação da Língua Mirandesa, acompanhou toda a atuação do grupo de pauliteiros "Os Zoelas", explicando esta dança de 8 homens, vestidos de forma peculiar, que manejam os paus (palos), nas diversas peças designadas laços (lhasos) que têm uma componente de música, coreografia e por vezes texto.
      Um a um, foi comentando os cinco lhaços apresentados, com explicações que muito enriqueceram o espetáculo no claustro do Convento dos Capuchos.
      Estão de parabéns os tocadores e bailadores que nos presentearam com os seguintes lhasos: Mirandum, Las campanitas de Toledo, Os Ofícios, Padre António, Vinte e cinco de roda.
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      Na sua comunicação,  ainda na sala do piano do convento, o Dr. Amadeu Ferreira tinha apresentado uma  resenha histórica da língua mirandesa, uma das três línguas oficiais de Portugal.
     O mirandês é uma língua latina, proveniente da língua do Reino de Leão, o leonês. Na época da fundação, em Portugal falava-se o galaico-português e o leonês. O leonês com a influência progressiva do galaico-português e português deu origem ao mirandês. Estava presente em toda a fronteira com Espanha e atualmente fala-se na região de Miranda do Douro, numa linha até Dijon, nas Astúrias.
      Do séc. XVI há a identificação do mirandês, num diário de Manuel Bento de Faria, mas é neste século que se assiste ao movimento uniformizador da língua portuguesa e menorização das línguas pequenas, reforçado pelo Concílio de Trento que impõe a catequese e a missa em português. O próprio Gil Vicente contribui para o amesquinhamento do falar do interior do país e, consequentemente, do mirandês. Devido a esta menorização da sua língua, os mirandeses tornam-se bilingues: na família e na comunidade falam o mirandês e no trato com a administração pública usam o português.
      Só no séc. XIX o mirandês capta a atenção de um grande vulto da cultura, José Leite de Vasconcelos, que começa por escrever o folheto  O Dialeto Mirandês (1882), aprofunda o estudo da língua e publica dois grandes volumes da Filologia Mirandesa (1900) que contém a primeira gramática do mirandês. Esta e o contributo da escola do linguista Lindley Cintra constituirão a base científica que suportou a decisão da Assembleia da República em proclamar a língua mirandesa como uma das línguas oficiais de Portugal, em 1999. 
      Com o crescimento da escolaridade nos anos 50/60 do séc. XX, o aparecimento da televisão, a crise da agricultura que leva à emigração da população local e, por outro lado, o aumento da população falante de português por via da construção das barragens do Douro internacional, leva ao declínio da língua mirandesa. Nos anos 60  o mirandês era falado nos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso por 20000 pessoas,  registando-se atualmente 7000 falantes dos quais 2000 na região de Lisboa.
     Amadeu Ferreira exprimiu também a sua preocupação e anseios sobre a sobrevivência da língua mirandesa. Em termos mais intimistas falou-nos da  vivência do mirandês como sua língua materna: a enorme ligação afetiva e emocional e o papel estruturante desta língua no seu percurso pessoal. Leu-nos o poema que dá origem ao título Ars  viviendi, ars morrendi, do livro publicado  recentemente, sob o seu pseudónimo Francisco Niebro.     
      A cultura mirandesa encerrou, de forma tocante, esse segundo sábado (dia 11 de maio), das Conferências dos Capuchos.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ora lê isto!! Parabéns Ondjaki!!


 Mais um prémio! PARABÉNS ONDJAKI!!

Temos na biblioteca o livro premiado "A bicicleta que tinha bigodes"!
 
 
E também temos outros livros de Ondjaki:

 



 
 
 
 
 
 
Quantas madrugadas tem a noite - já sugerido no nosso blogue
Boas leituras! Bom fim de semana!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

II Conferências dos Capuchos 2013 - 4

Dia 11 de maio

Sessão de Abertura: viola clássica e violino - Francisco e Miguel Berkemeier

 

Tema: EDUCAÇÃO ESTÉTICA E ARTÍSTICA, METODOLOGIAS E PRÁTICAS

Painel 1 – Dinâmicas e práticas curriculares nas artes: Programa da educação Artística do ME. Equipa de Educação Artística da Direção Geral da Educação: Elisa Marques (coord. e Artes Plásticas), António Rocha (Música), Jaime Soares (Teatro), Margarida Correia (Dança) 

Painel 2 -  Caso Prático -  Agrupamento de Escolas Elias Garcia - Sobreda da Caparica - Catarina Bernardo (Diretora), Marília Calado (coordenadora de departamento do 1º ciclo), Anabela Santos (coordenadora do departamento do Ensino Pré-escolar) 

Painel 3-  

Arte pública em Almada – monumento à multiculturalidade - Ana Isabel Ribeiro - diretora CAC de Almada, Casa da Cerca – Escultor Sérgio Vicente, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa 

A(s) língua(s) - pilar(es) do mundo, Ars vivendi, Ars moriendi de Fracisco Niebro, com Amadeu Ferreira – Presidente da Associação de Língua Mirandesa

Empreender em Almada – Quarteirão das Artes – Dra. Fernanda Marques- Diretora/CMA
 

 Atuação dos pauliteiros e gaiteiros de Miranda "Os Zoelas"


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dia da Europa - 9 de maio


O Dia da Europa foi comemorado na nossa escola com exposições no Pavilhão B e na Biblioteca, dinamizas pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas. Colaboraram as Profªas. Teresa Dias, Ana Paiva, Filomena Tavares, Dina Santos, Leonor Moreno, Carla Caseiro, Ângela Batista e  Susana Sampaio. Foram envolvidas as turmas do 10º D, 10º I, 10º J, 11º I, 11º G e 9º D. Parabéns pela atividade!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Uma imagem Uma frase

(imagem- Revista Blitz, nº 79, janeiro 2013, p. 2)
 
A arte é a transposição do “saber”, do “sentir”, do “querer” para a tela.            Anabela Pereira
A arte é uma porta para a tua imaginação, para mostrar as tuas inspirações e o teu espírito.                                                                                                                             Margarida, 10ºE
Arte é poder.                       Anónimo
A arte é para a tua criatividade, para mostrar as tuas capacidades.                        Edmundo Silva
A Arte é o exteriorizar das emoções e pensamentos de todos os Seres. É transpor num livro, numa escultura, numa pintura tudo o que nos vai no mais profundo da alma.                         Cátia Cunha
A Vida é uma arte!!!                                                                                                             Raquel,  10ºE
A arte é tudo o que nós fazemos.                                                                                     Telma,  nº13
Com a  paleta dos sonhos trilhamos os riscos da nossa vida.                                         Isabel B.

domingo, 5 de maio de 2013

II Conferências dos Capuchos 2013 - 2

Dia 4 de maio
Sessão de abertura com Adelaide Paredes da Silva (Diretora AlmadaForma), Manuela Dâmaso (Direção ES Monte de Caparica), Domingos Rasteiro (Diretor Municipal CMA).  

 "Metáfora" -  apresentação, em diaporama, da arriba fóssil da Caparica da autoria de Pilar Miguel (do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, ICNF e Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, PPAFCC).

Tema: ARTE, DIÁLOGO E IDENTIDADE(S) 

1º Painel: Francisco Simões (escultor); Jorge Rodrigues (Cantor lírico- Teatro S. Carlos) ; Luzia Lourenço (moderação).  

2º painel- Madalena Mendes (professora, Agrupamento de Escolas Romeu Correia), do Projeto Mundos em Diálogo  e Maria de Jesus Fernandes, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, ICNF.

Música da Mongólia tocada e cantada por Shurenchimeg Doyod.
 

sábado, 4 de maio de 2013

II Conferências dos Capuchos 2013 - 1

Poesia vadia 2013- dia 3 de maio

No dia 3 de maio os "nossos" Poetas Almadenses voltaram a animar uma excelente sessão de Poesia Vadia, com poemas da sua autoria e também de outros autores. Os nossos alunos também contribuíram com muito interesse e... muita poesia. A Leonor Arrimar e a Patrícia Cabecinha leram os poemas classificados no Concurso "Faça lá um Poema" e o Pedro Morais, o Gonçalo Fiuza, o Guilherme Almeida, a Catarina Roliz, a Luciana Massariol leram poemas de poetas consagrados da literatura portuguesa. A revelação da manhã foi o aluno Duarte Homem, do 10º B que disse dois poemas de Fernando Pessoa de uma forma que cativou toda a audiência.
 
Os alunos e toda a escola agradecem aos Poetas Almadenses a disponibilidade demonstrada para realizarem estas sessões que tanto contribuem para o gosto pela poesia, pela expressão oral, pela produção escrita e pela arte em geral.

Poesia Vadia 2013 -dia 2 de maio

Foi  muito animada e enriquecedora a primeira sessão deste ano, no dia 2 de maio, de "Leituras & Companhia" com os Poetas Almadenses que nos honraram novamente com a sua presença, trazendo a Poesia Vadia. Estiveram presentes Alexandre Castanheira, Amélia Cortes, Clara Mestre, Conceição Alves, Gertrudes Novais e Luís Alves. Houve também a participação de elementos da escola e, nomeadamente, do Prof. José Valverde que dinamizou a reflexão e o debate. O aluno Carlos Vitor, do 10º ano, mereceu o forte aplauso de todos os presentes que ouviram o seu poema vencedor do Concurso "Faça lá um Poema" deste ano.

Mais uma vez a poesia impôs-se na sala e todos os presentes aderiram de forma muito entusiasmada.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ora Escuta lá!


NOISERV


David Santos é o nome por trás de Noiserv. Tendo passado por locais como O Meu Mercedes, Santiago Alquimista, Music Box, ZDB ou Guilherme Cossoul, e recentemente participado no festival MUB em Braga, e merecido destaque nos media com airplay em programas como Portugália de Henrique Amaro ou Agência Lusa na Radar, Noiserv começa a ser sinónimo de um culto muito especial entre quem segue atentamente cada passo seu.
O seu percurso tem sido marcado pela criação de peças musicais de um minimalismo capaz de atingir cada individuo na sua intimidade, relembrando-lhe vivências, momentos e memórias intrincadas entre a realidade e o sonho.

"Simples como o ar, como a água e a terra”.

Ora lê isto!

Vamos ler  autores do mundo lusófono
Ungulani Ba Ka Khosa 
(Ludovina Pereira)
Ungulani Ba Ka Khosa, nome tsonga de Francisco Esaú Cossa, é natural de Moçambique e, segundo alguns estudiosos, um profeta e um provocador. Distinguido com o Grande Prémio da Ficção Narrativa e com o Prémio Nacional de Ficção, o livro que hoje sugerimos, Ualalapi, foi considerado um dos melhores livros da literatura africana do século XX.  
O romance parte de um acontecimento histórico, o Império de Gaza e o seu último imperador, Ngungunhane. Uma história sobre o exercício do poder.

“(...) Ganhámos batalhas. Abrimos caminhos. Semeámos milho em terras sáfaras. Trouxemos chuva para estas terras adustas e educámos gente brutalizada pelos costumes mais primários. E hoje essa gente está entre vocês, Nguni!
Este império sem medida ergueu-o o meu avô, depois de batalhas incontáveis em que sempre triunfo. Nele espalhou a ordem e os costumes novos que trouxemos. E ao morrer indicou o seu filho Muzila, meu pai, como sucessor. (...)”